sábado, 13 de junho de 2009

[.A doação de órgãos, vista do lado de cá.]

O transplante é mais um tipo de tratamento para doenças crônicas. Eu fui transplantada por 10 anos e conheço pessoas que está há quase 30 com o órgão transplantado, levando uma vida absolutamente normal. Infelizmente a falta de divulgação e informação atrapalha muito a doação de órgãos. A morte encefálica, que é a perda definitiva e irreversível das funções cerebrais relacionadas com a existência consciente é ainda pouco explicada e entendida pelas pessoas, dificultando muito a autorização da família em relação à doação.

A fila de transplantes é grande e muita gente morre antes mesmo de chegar a receber um órgão e o governo não incentiva como deveria, informando mais sobre a morte encefálica e alguns tipos de problemas crônicos, como a doença renal, que na maioria das vezes se inicia através da pressão alta ou diabetes.

Também precisamos de estrutura para os procedimentos necessários para captação de órgãos. Com pessoal capacitado e uma central equipada com todos os equipamentos necessários para o diagnóstico da morte cerebral e a conservação do órgão a ser doado.

Recentemente vi uma pesquisa sobre doação de órgãos com um questionário com perguntas do tipo: Você é doador de órgãos?Avisou sua família sobre sua vontade em doar? Doaria para alguém da família?Doaria para um estranho?

Não descobri o resultado da pesquisa!Depois fiquei pensando nas perguntas oferecidas pelo questionário, não tinha nenhuma pergunta do tipo: E se você precisar de um transplante aceitaria uma doação?De alguém da família?De um estranho?

O questionário sobre doação deveria perguntar isso também, porque qualquer pessoa pode estar do lado de cá! Acredito que seria uma pergunta para pensar!E com certeza faria com que a pessoa repensasse e repetisse todo o questionário, se colocando no lugar de receptor.

Eu vivi com um rim transplantado por 10 anos e foram os melhores da minha vida. Como eu nasci com IRC (insuficiência renal crônica), eu não sabia o que era estar bem e só consegui isso através de um transplante renal. E como disse minha mãe, que foi a doadora: “A doação de órgãos é mais gratificante para quem doa do que para quem recebe.”

Um comentário:

Pri disse...

Lindo Lu... isso é verdade, mas gratificante mesmo para quem doa. Esses dias vi no orkut um tpc q o pessoal discutia sobre doar medula óssea, e muitos dizendo q não doam por ter medo da dor... poxa vida, a gente passa por ttas dores desnecessárias na vida, uma picada para salvar uma vida não é nada... Dor passa, dor é oq sente uma pessoa q precisa de um transplante para sobreviver, dor é não saber se amanhã estará vivo... AHHHHH... EU ENTREI NO TPC PARA BRIGAR...