quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O direito à vida!

Semana passada, uma mulher conseguiu na Justiça o direito de abortar uma gravidez de seis meses após o bebê ter sido diagnosticado com uma doença genética. O Juiz deu a sentença após confirmar que o bebê morreria "de qualquer forma". A doença genética poderia trazer riscos ao bebê, que poderia nascer com problemas "físicos e psicológicos". 


Oi!?Como assim?!



Respeito sua decisão, mas não concordo. Não estou na pele dela para saber o que passou em sua cabeça e em seu coração quando ela tomou este decisão. Mas...

Eu fiquei tão chocada com essa história que precisei escrever para desabafar.

Vou contar uma história!

Eu nasci normal, linda e perfeita (hehehe). Na verdade fui um bebê "normal" até os seis meses de vida. Devido à várias infecções urinárias, meus pais procuraram um médico e descobriram que eu tinha dois rins policísticos. Um deles funcionando muito mau e o outro atrofiado. Ou seja, eu tinha Insuficiência Renal. Na época não existia tratamentos para crianças. Muito menos hemodiálise. Um médico muito conceituado em São Paulo disse aos meus pais que eu não viveria até os sete anos.

Meus pais ficaram arrasados, mas nunca perderam a confiança em Deus e principalmente em mim. Após um tratamento para conservar a pouca função renal, hemodiálise, dois transplantes e quase 37 anos depois, estou aqui escrevendo este texto. 

Se na época da gravidez, minha mãe tivesse a oportunidade de fazer exames mais complexos como hoje, saberia que eu não tinha rins funcionando. Se tivesse exames sofisticados, saberia que eu teria limitações físicas por causa da doença renal e que não cresceria muito.

Mas ela sabia que eu ia nascer. Que faria muitas coisas. Que seria muito feliz apesar de todas as minhas limitações. Ela sabia que eu ganharia meu próprio dinheiro fazendo o que amo e sabia também que eu namoraria muito e dançaria muito, com muitos amigos que faria durante a minha "limitada" vida.

A minha mãe não tinha escolhas, mas quando um médico me desenganou, ela acreditou em mim...

O que eu quero dizer com tudo isso, é que todos temos o direito de nascer!!

Se fosse hoje, dependendo da mãe, eu teria sido abortada...sem direito algum de escolher se queria viver, limitada ou não.

Eu escolheria apenas viver, por 07 ou 37 anos. Mesmo com todas as minhas limitações. Passando por tudo que passei, apenas para continuar vivendo a parte boa da vida...

E você, o que escolheria?Viver ou Morrer?
Pense nisso!
Beijos¨*

3 comentários:

Marcley Ferreira disse...

Vc sempre surpreendendo, muito legal essas postagens. Vc sabe como te admiro e de alguma forma me espelho em vc essa garra toda, acho que muitos com certeza também, apesar do tempo e da distância sempre estará em minhas orações. Valeu Lu estamos juntos sempre. Abração.

cristiano cintra Sielskis disse...

Parabéns minha irmã querida, se por qualquer defeito genético, físico ou mental tivéssemos que ser abortados, todos nós teríamos que passar por algo semelhante, por todos nós temos defeitos... Mas Deus sempre nos dá força para superar qualquer coisa e mostra para todos nós que ninguém pode ser descartado, se Deus mandou um filho que não está no padrão do mundo, ELE Mesmo nos dará força e sabedoria para cuidar deste ser tão especial.

1 Coríntios 1 - 27. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; 28. e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; 29. para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus.

Deus te abençoe e proteja como sempre abençoou e protegeu.

Lu Sielskis disse...

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